domingo, 19 de setembro de 2010

A Era do Pastiche, 2

Amigo Jorge, estou em crer que o que se deu foi que a humanidade terá criado todas as formas de arte de uma assentada, produzindo as suas obras-primas num período temporal reduzido. Nota-se, como bem referiste, no cinema, na música, como nas formas de literatura e nos enlaces temáticos da poesia, nas linhas e tonalidades da pintura e até no mundo da criação têxtil, isto é, no mundo da moda. O que vivemos é então um revivalismo permanente, revestido de acrescentos do «agora» mas cujo sumo é sem dúvida do «passado». A sensação que se fica é de um déjà vu permanente. Teremos esgotado toda a veia criativa? É bem possível.


João Ferreira Dias em O Oitavo Dia

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